sábado, 28 de março de 2009

Cursinhos preparatórios se mantêm em alta

Os cursinhos de Mossoró não sentiram o peso das palavras do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que admitiu que o governo poderá adiar alguns concursos públicos por conta da crise financeira. O cancelamento seria uma forma de reduzir custos, mas na cidade a febre de cursinhos continua em alta.

Christiani Maria, diretora geral de um cursinho da cidade, conta que a procura por vagas não diminuiu e que cada vez mais alunos estão procurando se organizar para os concursos que virão. "Temos duas turmas para concursos uma à tarde e outra à noite cada uma com 170 alunos e já vamos ter que abrir outra porque a procura não para de crescer", diz a diretora.

Os alunos se mantêm motivados e não perdem o pique fora e em sala de aula. O estudante Miquéias Natan, 19, sequer se importa com a data da prova. "Apesar de não ter saído o edital, estou estudando para os concursos que virão e nada que estudo é perdido, por mais tempo que demore, o aspecto financeiro é bem promissor", afirma o estudante.

Diretores e alunos se mantêm otimistas em relação às decisões do governo e acreditam que a crise financeira não será empecilho para realizações dos concursos.

Unidade Móvel de Mossoró agiliza processos de envolvidos em acidentes

Inaugurada há três meses em Mossoró, a Unidade Móvel de Trânsito tem alcançado bom desempenho e auxiliado o trabalho dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais na resolução dos processos abertos em decorrência de acidentes de trânsito.

Contando com a presença de um juiz de paz, a Unidade é equipada com máquinas fotográficas e computadores. Dispõe ainda de condições necessárias à abertura e à conclusão de um processo.

Esse fator contribui para a resolução de casos em até 40 minutos e diminui o número de processos à espera de conclusão, tornando mais ágil o serviço da polícia.

A média de duração dos processos é de 30 dias, mas existem casos solucionados em menos de 24h, como ocorrências em que os envolvidos no acidente entram em acordo durante a audiência de conciliação e, logo em seguida, é homologado pela magistrada Kátia Cristina Guedes. Até o momento, dos 80 processos abertos pela unidade, 72 já foram arquivados por força de sentença homologatória.

Regulamentado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, em Mossoró, o serviço funciona por meio de uma parceria entre o TJ - RN e as Polícias Rodoviárias - Estadual e Federal.

Solicitada através do número 198, a Unidade atende a somente os acidentes sem vítimas, nos casos em que os danos são apenas materiais. Funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 17h.

Porém, de acordo com o diretor do Segundo Distrito da Polícia Rodoviária Estadual, capitão Alexandre Gomes, a intenção dos administradores da Unidade é que o serviço passe a ser prestado todos os dias durante 24h.

Adesivo contra dengue já possui registro na Anvisa

O medicamento fabricado por um laboratório italiano, que promete eficácia no combate à dengue, chegou ao Brasil no início deste mês. O remédio é um repelente natural em forma de adesivo e sua principal característica é que ele não contém uma substância conhecida como DEET (dietil-meta-toluamida), utilizada na fabricação de outros repelentes.

Essa substância é agressiva para crianças e gestantes. "Ele não contém o DEET, que é proibido para crianças e gestantes, porque pode provocar irritação na pele e intolerância. No caso de gestantes, ele pode passar para o bebê", informa a farmacêutica da Vigilância Sanitária de Mossoró, Roberta Lícia.

E, ao contrário do que foi informado na matéria publicada no dia 21 de março pelo jornal O Mossoroense, a assessoria de comunicação responsável pela divulgação do novo medicamento informou que ele já possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os interessados podem verificar o registro no site www.anvisa.org.br através dos seguintes passos: área de atuação/produtos para saúde/registro de produtos/consulte os produtos de saúde registrados/pesquisa de produtos para saúde registrados. Basta colocar o número do registro que é 10384899002.

A novidade ganhou o título de repelente natural mais vendido no mundo, mas ainda não há previsão de quando estará disponível para a comercialização nas farmácias da cidade. De acordo com Roberta Lícia, o adesivo promete repelir o aedes aegypti e pode ser colocado na pele ou em outras partes do corpo. Ele cria uma camada repelente de até um metro e o seu efeito dura de seis a oito horas.

A farmacêutica revela ainda que o "Mosquitan" é produzido à base de citronela, uma substância que também está presente em outros produtos para repelir insetos. "A citronela é uma substância retirada de plantas, por isso é considerada natural. A diferença entre o novo remédio e os outros é a concentração da citronela, que é maior nesse adesivo repelente", diz Roberta. Segundo a assessoria, "o produto é considerado correlato, pois não tem produtos químicos. É natural", informa.

Moradores do bairro Aeroporto II reclamam de alagamento nas ruas e temem por surtos de dengue

Os moradores do bairro Aeroporto II estão sofrendo com a falta de infra-estrutura no bairro que se agravou ainda mais com a chegada do período chuvoso. Ruas alagadas, insetos, risco de dengue, são apenas alguns dos transtornos causados, como conta a dona-de-casa Maria Osmilia. "A água empoçada junta mosquito e muriçoca nas casa, ninguém consegue dormir. Além disso, a gente mal consegue sair de casa, eu ainda saio porque mandei colocar um pouco de aterro", explica a moradora.

Na Rua Francisco Sabino da Costa, onde dona Maria mora os moradores tiveram que fazer uma passarela de pedras para conseguir atravessa de um lado para o outro da rua. O filho da dona-de-casa, o agricultor João Cosme reclama da situação. "Quando chove, ninguém consegue sair de casa", revela João.

O presidente do conselho comunitário do bairro, Luiz Aires explica que a água fica empoçada por que a obra de calçamento da rua ficou pela metade. "A água não consegue escoar porque colocaram o calçamento no início da rua no ano passado e não continuaram. Como a parte sem calçamento ficou mais baixa, a água fica presa. Nós já fizemos abaixo assinados, levamos para a secretaria responsável e para a prefeitura e até agora nada", reclama Luiz.

Na Rua José Galdino Cavalcante a situação se repete, mas os prejuízos são ainda mais graves para os moradores. A dona-de-casa Adriana Rússia afirma que o filho de quatro ano já contraiu dengue duas vezes só este ano. "Por causa da água as casa ficam cheias de mosquito, quando chove ninguém sai de casa. Eu e outros moradores estamos procurando casa para sair daqui. Meu filho ficou internado dois dias, pois estava com dengue. Ele quase morria da última vez", afirma Adriana.

O engenheiro da Secretaria de Desenvolvimento Territorial e Ambiental (SEDETEMA), Yuri Tarso informou que a reclamação dos moradores não chegou ao seu conhecimento. "Nós esperamos que os moradores nos comuniquem para irmos até o local e realizarmos o serviço assim que for possível", afirmou o engenheiro.

Universidade divulga relação de estudantes irregulares no Enade 2008

A Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), por intermédio do pesquisador institucional, concluiu o levantamento de estudantes ausentes ao Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade 2008).

De acordo com a portaria do Ministério da Educação (Mec), os alunos que constarem nessa relação precisam regularizar sua situação na Universidade. Para isso, a instituição deve inscrever os estudantes irregulares no Enade 2009.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) enviará, até o dia 29 de maio, as instruções e os instrumentos necessários para que os dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Ies) efetuem as inscrições dos estudantes habilitados ao exame.

Segundo o levantamento, na Uern foram inscritos 2.133 estudantes dos cursos de Biologia, Ciências Sociais, Computação, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia e Química. Dos quais foram selecionados 1.800 a participar do exame.

Desses estudantes que estavam aptos a participar do exame, 1.615 realizaram a prova do Enade em dezembro do ano passado, o que representa um índice de participação de 89,72%, maior que o do ano anterior.

O Enade é um componente curricular obrigatório, portanto os estudantes ausentes estão em situação irregular e impossibilitados de receberem o diploma de graduação. Com exceção para os casos em que os alunos estejam desligados da Uern ou tenham conseguido portaria de dispensa do Mec.

Para acessar a lista de estudantes ausentes e sua respectiva situação de vínculo na Uern, o estudante deve acessar o endereço eletrônico www.uern.br/pesquisador.

Corpo de Bombeiros testa equipamentos de circos diariamente para evitar acidentes

Não há como negar que a magia do circo envolve o espectador em um mundo de alegria, imaginação e encantamento. E para seduzir diariamente sua plateia, palhaços, mágicos, trapezistas, malabaristas dão o melhor de si para oferecer ao público um grande espetáculo. Mas, por trás do picadeiro, uma equipe trabalha arduamente na segurança do local a fim de assegurar que o choro dos espectadores seja somente de tanto rir.

Antes de ser instalado em qualquer local, o circo passa primeiramente por uma vistoria pelo Corpo de Bombeiros. Uma equipe do 2º SGB de Mossoró vai ao bairro onde está situado o circo para verificar se o lugar está de acordo com as normas de segurança. Somente assim será dado o alvará de funcionamento. Nesses locais públicos, é obrigatório ter extintor e saída de emergência.

O local também passa por uma vistoria realizada pela Cosern para verificar se as instalações elétricas estão de acordo com as recomendações da companhia a fim de evitar acidentes como descarga elétrica ou curto-circuito. "Em todo lugar que vamos, sempre passamos por todas essas vistorias", informa a componente de um circo da cidade, Poliana Campelo.

Além disso, conforme o responsável pelo setor de segurança de um circo instalado em Mossoró, Washington Júnior, diariamente todos os materiais de segurança do circo são revisados por trabalhadores do local. "Verificamos os fios, os suportes, o trapézio, as arquibancadas e os equipamentos de segurança, tudo para garantir o bem-estar dos espectadores", destaca. Ele complementa que, quando um fio ou algum equipamento está desgastado, a direção do circo manda imediatamente trocar o material por outro novo.

Washington Júnior ressalta ainda que a arquibancada também recebe uma atenção especial no quesito segurança, pois, diariamente, ela recebe centenas de espectadores. Ele informa que ela é feita com bancadas duplas que dão suporte aos pés e garantem a segurança dos espectadores, caso aconteça algum incidente.

Poliana Campelo enfatiza que, em sete anos de existência do circo, nunca houve um acidente, mesmo assim, os materiais de segurança são revistados todos os dias, inclusive momentos antes dos espetáculos. "Estamos sempre revistando e renovando o nosso material. Não podemos descuidar. Afinal, um erro nos espetáculos perigosos pode ser fatal", afirma.

População do Jucuri sofre há mais de um mês com a falta de iluminação

Moradores da comunidade do Jucuri, zona rural de Mossoró, reclamam que as ruas do local estão há mais de um mês sem iluminação. A escuridão ocasiona transtornos aos residentes que trafegam à noite, além de aumentar a insegurança no setor.

De acordo com presidente do Conselho Comunitário, Raimundo Lucas, conhecido como "Galego do Jucuri", o problema afeta com mais rigor as pessoas idosas da comunidade, que coincidentemente moram nas ruas onde a situação é mais grave. "Tem mais de 15 postes sem luminárias, é um perigo para sair à noite com tudo às escuras", afirma.

Galego do Jucuri assegura que há mais de 40 dias enviou um ofício à Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) informando sobre o problema e solicitando providências para resolver a questão. Mas até o momento não obteve resposta. "Eles sempre dizem que vão lá e nunca aparecem", diz o morador.

O engenheiro da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Territorial e Ambiental (Sedetema), Yuri Tarso, alega que não recebeu nenhuma notificação sobre o problema da comunidade e soube da situação somente quando a reportagem do jornal O Mossoroense o procurou.

Segundo ele, para poder enviar a equipe à comunidade a fim de solucionar a situação, é preciso primeiramente que o problema seja notificado junto à engenharia da Sedetema. "Os moradores devem ligar para a secretaria, para que seja feito o protocolo e dentro de 48h a equipe irá verificar o que ocasionou o problema", informa.